NEAL CASSADY ROUBOU MEU MAVECO
     
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WOOD & STOCK


Perfeito, direto dos gibis pra tela grande com uma trilha sonora bem bacana do Júpiter Maçã, uns caras que eu tinha escutado umas duas músicas no máximo. Depois do filme pude conferir o Cd da banda na integra e achei as letras da gauchada divertidas pra caralho, destaque pra Miss Lexotan.



Escrito por Ricardo Carlaccio às 11h46
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UM JEITO TRANQUILO DE MATAR


O negão que escreveu esse livro é um dos caras mais bem humorados e sanguinários que já li. Pena não ter quase nada traduzido por aqui. Recentemente O Harlem é Escuro foi reeditado pela LP&M pocket o que já é bem legal. Um Jeito Tranquilo de Matar é divertido e cruel, bem aquelas coisas que o grande Tarantino faz. Chester Himes com certeza foi uma puta influência pro psico diretor, se acharem um livro desse cara bobeando num sebo não vacilem.

Escrito por Ricardo Carlaccio às 11h36
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Hoje tem lançamento da coleção Bactéria na Roosevelt, com reedição de Mamãe não Voltou do Supermercado do Mário Bortolotto e Brother Cactus (Contistas da Roosevelt - alguns deles são os piores elementos que já conheci).


O lançamento vai ser no Espaço dos Parlapatões às 20 horas. Quem não for no lançamento pode encontrar os livros no sebo do bactéria que fica no Satyros 2.

Escrito por Ricardo Carlaccio às 10h34
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A peça Kerouac está de volta. Vou assistir de novo só pra sentir aquela congestão lírica.                                


Texto: Maurício Arruda Mendonça          
Direção: Fauzi Arap
com Mário Bortolotto
Segundonas 21horas no Satyros 2
Praça Roosevelt, 124 centrão tel: 3258 6345



Escrito por Ricardo Carlaccio às 10h20
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Escrito por Ricardo Carlaccio às 14h56
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     Agora era hora dos jabs respeitáveis, dos amores de circo no sul de minas, mais precisamente Pouso Alegre e suas mulheres que nasceram pra cativar os guris da megalópole. O primeiro pé na bunda e cachaças incentivadas pela vilania profissa. Tardes Gris cheias de rounds e os primeiros inimigos. Coisa horrível é quando a gente começa ter medo de dar as costas. Nesse tempo eu era o primeiro carinha que ostentava com muito entusiasmo um nariz estourado, uma hemorragia que me dava orgulho e me tranformava  momentaneamente numa espécie de Rocky. Eu subo a rua de peito estufado, bem Supercine nas ruas do Harlem com a napa quase quebrada, minha primeira guria me sacando com um puta orgulho e meu velho dissimulando um desdém. Ali residia a diferença crucial entre os engomados vencedores que desde cedo praticavam alguma luta num clube bacana e os guris que aprendiam as coisas no fim da rua e acertavam suas contas na raça, pequenos losers, que de tanto perderem esbanjavam coragem natural.
    Sentia que o velho carcamano, meu pai , tava se distanciando.Eu virava cria velha, já cheio de rixas e algumas frustrações dentro dos punhos fechados. Agora era comigo, nada de cine Olido nas tardes de sábado depois da fejuca,  na galeria do rango, aquela que liga a Vinte Quatro de Maio à Barão de Itapetininga. Nada de Falcão na telona. Os companheiros de barbearia, burca e tubaína tinham cumprido seu tempo. Uma hora a fresta fecha mesmo e o pequenino rasga os baratos sozinho e arrisca um nariz por uma guria ou uma bola de capotão.
    Um buraco na lona de um circo psicodélico e  um flautista na porta da madrugada me chamam. Tinha minha própria vitrola e um disco de Heavy Metal riscado, outro da Janis sem capa, alguns filhosdaputa superlegais pra atormentar minha vida em suas impressões gráficas caindo aos pedaços, um bolso cheio de aventuras pra sacar numa tarde solitária de sábado e Deus, muito do bacana e bebaço no meio da putaria.



Escrito por Ricardo Carlaccio às 14h03
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JUKEBOX & CHICABON


Lembrei  das estórias que o velho contava, estórias de alpargatas que não podiam tomar chuva e estilingadas pra alimentar a escória felina com um bom filé de pardal. Um generoso porre safado regado a Vinho do Porto, porre abastecido pelo bom portuga da Luís Góes – A primeira chapação do carcamano. Troca de gibis depois do Zorro na porta do cine Estrela. Um sonho de fazer fama nas pistas do Jóquei Clube. Refrigerante Crush e a primeira nega traçada numa quebrada da  Água Funda.

Éramos chapas na burca, nas antológicas  finais em que o tricolor estava lá, rasgando a rede. Éramos chapas porque percebíamos o mesmo detalhe do outro lado da rua e assim mantínhamos uma fresta em comum e talvez, assim bem escondidos, sonhávamos o mesmo sonho napolitano no Cine Olido, Marrocos, Metro, Ipiranga ou Marabá.

Depois de tudo, nada a fazer, ou eu desertava pra dentro da mente num cine gibi psicodélico ligado numa espécie de jukebox imaginária ou me empapuçava com chicabon roubado de algum freezer distraído. Geralmente eu era capaz de formar uma quadrilha dentro da mente , sendo  então o supra sumo da vilania . Assim ia construindo uma reputação de solitário respeitável sob pontes suspeitas em ruelas perdidas.

.

 

                                                                CONTINUA...



Escrito por Ricardo Carlaccio às 13h59
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