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MEU DOCE VALIUM STARLIGHT DO MAICKNUCLEAR

ESSE É O NOVO LIVRO DO MAICKNUCLEAR, O ESCRITOR INCANSÁVEL. O CARA MANDA UM TEXTO VISCERAL E SEM FIRULAS, UMA ESPÉCIE DE RAP NERVOSO E RADIOATIVO, SE EU FOSSE VOCÊS IA ATRÁS DO LIVRO AGORA.
O LIVRO CUSTA 5,OO PAUS. É SÓ ENTRAR EM CONTATO COM O AUTOR E ENCOMENDAR.
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"Maick "MaicknucleaR" é autor de "Meu Doce Valium Starlight" (2007, editora Dulcinéia Catadora) e do Romance "Dançando Valsa nos Salões do Inferno" [ http://recantodasletras.uol.com.br/e-livros/714351 ] -, criador e editor da Revista (eletrônica) Lasanha de Literatura (e curador da Galeria Lasanha de Arte), apresentador e criador da Atomic Radio, colunista da Revista Critério e bloga em "As Latrinas da Vida e os Diamantes Jogados aos Porcos". Tem textos publicados nas revistas eletrônicas Caros Amigos, Revista Critério, Revista Muro, Desconcertos, Garganta da Serpente, Adelaides, Bar do Escritor, Poesia na Rede, Viaki, Impossíveis e em seu antigo site "O Pastrame". Vocalista da banda UzzmetralhA e integrante da banda Revolta Brasileira, participou como rapper da peça Malcom X, em 99, no Sesc Pompéia e do lançamento da Revista Simples no sesc V.Mariana, atuando musicalmente ao lado de Nelson Triunfo (precursor da dança de rua no Brasil) e tem uma música gravada com os rappers alemão e francês Sick Spider e Psycho Alvares. Maick também é webdesigner, produziu algumas instrumentais de hip-hop, sabe fazer scraths nas pick up's, toca baixo, violão, guitarra, canta, rima e escreve e atualmente, este amante de Sublime e Delinquent Habits, está em seu "Laboratório Nuclear de Elucubrações Radioativas", sampleando algum soul cinematográfico ou inventando mais alguma coisa para fazer.Encontre Todas Produções de M.nucleaR em:http://www.altacasa.blogspot.com/"
Contatos:
malditoparadoxo@hotmail.com
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http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=18164802762717192971
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Escrito por Ricardo Carlaccio às 01h07
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OLD BLUES
O que eu tinha no bolso eram uns trocados que iam sobrando durante a semana. Era troco de ônibus, do lanche. Ou seja, tudo que pode sobrar no bolso de um pivete de quatorze anos. O velho tava lá, cara de satisfeito com suas pérolas dentro das caixas, vendia os discões baratinho. Cheguei pra vê-los. O que eu tinha em casa eram alguns discos da minha irmã pra escutar, não eram grande coisa. Apenas o que havia no momento e tocava nas rádios, mas era rock, então eu ia me satisfazendo. Mas ali dentro das caixas do velho o universo era maior. Havia uns antigões, bem malhados, com dedicatórias românticas de caras solitários pras suas garotas. Eu tenho um do Bob Dylan que o cara entregou pra garota ali na porta do antigo Cine Estrela, na Caramuru. Aquilo era fascinante. O velho que vendia também era, vivia com uma Bolacha de Blues na vitrolinha e apresentava suas preciosidades prum pivete como eu que saia satisfeito com alguns deles debaixo do braço. Naquele tempo eu tinha acabado de tomar um pé na bunda de uma namoradinha, e aqueles vinis debaixo do braço eram algum tipo de esperança. Os discos me faziam desencanar e ao mesmo tempo sofrer com um bocado de estilo. Isso aconteceu bem no comecinho da década de noventa. Os CDs já assoviavam nas prateleiras, mas eu não queria saber deles. Eram frios demais, seus vendedores não eram como o Bom Velhinho do Blues. Eram garotões descolados da Galeria do Rock, cheios de piercing e tauagens espalhadas pelo corpo, faziam o tipo cool e pareciam não possuir o mínimo de imaginação.
Alguns anos depois eu fiquei doente. Era casado com uma mulher esotérica que insistia em dizer que meus discos de rock atraíam energias maléficas pro ambiente. Eu tinha uma bela coleção nesse tempo, todos meus companheiros ali na prateleira mofando e impedidos de assoviarem suas melodias infernais na vitrola. Eu duro, dependendo do meu pai, resolvi levar tudo prum sebo pra levantar uma grana. Era um velho sebo ali na Rua Nova Barão, só que em Campinas, eu morava por lá nesse tempo. O Aníbal, o dono da loja, olhou as pérolas e seu olho brilhou: ZZ Top, Stevie Ray Vaughan, Led Zeppelin. De alguns caras eu tinha a coleção completa. O Aníbal tinha o mesmo perfil do antigo velho da Praça da República. O meu primeiro vinil tava lá no meio. Era um do Narazeth, não lembro o nome, mas é um que o cara tá com uma luva de beisebal na bunda de uma mulher bem safada. O disco não era legal, mas eu comprei pela capa. Olhei bem pra ele e separei, aquele ia voltar pra casa. O Aníbal olhou satisfeito pra coleção. Enfim, o Aníbal ia fechar o ciclo e arrematar todos eles por alguma grana. E certamente algumas horas depois um garoto cheio de espinhas na cara iria passar por ali. Um garoto solitário que haveria de ter tomado um pé na bunda de sua garota. O garoto olharia pras prateleiras do Sebo do Aníbal, saindo dali com alguns discos debaixo do braço e as velhas bolachas o acompanhariam durante noites inóspitas.
Escrito por Ricardo Carlaccio às 15h22
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CRÔNICAS DO NEI LISBOA

Eu tava lendo o Blog do Marcelo Montenegro e descobri que o Nei Lisboa lançou um livro de crônicas ( É FOCH) pela L&PM. Lembrei do disco Hein do próprio Nei e botei na vitrola. Sempre que eu escuto esse disco é como se eu convidasse um bando de fantasmas vagabundos e solitários pruma grande festa no meu quartinho. E agora que o disco tá no finalzinho eu fiquei na fissura pra ler as crônicas do cara.
Escrito por Ricardo Carlaccio às 23h58
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POESIA DO BUKOWSKI
É muito bom que as editoras estejam lançando os poemas do Grande Escritor. Tava lendo o Blog do Mário Bortolotto e descobri que a L&PM chegou com "O AMOR É UM CÃO DOS DIABOS". A SPECTRO, uma editora de Florianópolis, lançou o "HINO DA TORMENTA" há um tempo atrás e um outro mais recente que no momento não me recordo o nome. É isso, os caras estão fazendo um trampo bacana que o VELHO BUK merece.
Escrito por Ricardo Carlaccio às 16h20
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