Rolling Stones e o que se pode chamar de boa vagabundagem em tardes nubladas de verão Agora já dá pra descansar em paz, tomei o vinho do porto, vou ter o sono dos justos. Acho que não fiz nada de errado pela vida, pelo menos não no sentido de fuder a vida de alguém. Pela minha nunca fiz grandes coisas. Pela minha fiz uma porrada de coisas erradas. Tá tudo certo. De qualquer maneira gosto do jeito que ela é. Fica aí Lady Jane. Essa música e mais especificamente o disco do qual ela faz parte me fez lembrar de tardes sombrias de segundas feiras, quando eu botava esse som baixinho no meu quarto. Eu gostava dele escuro, eu gostava de dias frios. Eu dava qualquer tipo de desculpa pra prorrogar minha vagabundagem. O Aftermath faz parte disso, faz parte de uma puta vagabundagem. Eu sempre fui um vagabundo urbano. Hoje uma garota que eu chamo de Nancy, essa mesmo, a namorada do Sid, perguntou se eu tava de uniforme por conta do fato de eu me vestir muito mal. Eu realmente nunca soube me vestir. Eu respondi que sim, que aquele era o uniforme que eu havia escolhido pra mim, e que aquele uniforme era da liga dos vagabundos. Acho que ela não entendeu porra nenhuma. É que no meu pedaço ser vagabundo é uma virtude.
Escrito por Ricardo Carlaccio às 05h54
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Holy Bible Blues Eu descolei uma Bíblia. Quando eu morava com meus pais sempre tinha uma por perto e eu gostava de ler o Apocalipse de São João, nunca passei muito disso. Há alguns dias atrás a senhora Carla descolou o Novo Testamento pra mim, pensei até em restaurar o livro sagrado. E agora, na última ponta da madruga, eu resolvi botar o Celso Blues Boy pra tocar baixinho, só pra mim e pros anjos. Comecei sacar a prateleira pra ver o que vou ler. Precisava dormir cedo, mas tô sem um naco de sono. Vou tomar um trago de Vinho do Porto e acho que vou ler o Apocalipse de São João, ainda que ele me inquiete ainda mais. Ainda que eu me masturbe pras putas tão bem descritas por ali. O pecado me excita. O Celso Blues Boy tá tocando no player e eu vou dar um tempo aqui. A noite segue e alguém deve estar por aí, levando um lero com os morcegos.
Escrito por Ricardo Carlaccio às 04h21
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Ocupação Paulo Leminski Já falei aqui e volto a falar. A Ocupação Paulo Leminski tá du caralho. Meu amigo Ademir Assunção fez uma curadoria impecável da bagaça. A ocupação vai até dia 8 de novembro, com manuscritos, esboços e poemas inéditos do homem. E nesse tempo rolam outros eventos, como apresentações de músicos e compositores que tiveram envolvimento com a poesia do Leminski. Hoje tem e amanhã também. Vai aí a agenda que eu copiei descaradamente do blog do Ademir: Nesta sexta (23) e sábado (24) tem shows na Ocupação Paulo Leminski: 20 Anos em Outras Esferas. Estrela, filha dele com Alice Ruiz, toca músicas do pai, junto com Estevan Sinkovitz (guitarra), Natalia Mallo (baixo), Mariá Portugal (bateria), Du Gomide (teclado) e Téo Ruiz (guitarra e violão). Na sexta tem participação de Miriam Maria e Moraes Moreira. No sábado, Vitor Ramil e Edvaldo Santana. Começa às 20 horas. É grátis, mas precisa chegar pelo menos meia-hora antes pra garantir ingresso. O Itaú Cultural fica na av. Paulista, 149 (estação metrô Brigadeiro). Claro que vai ser emocionante.
Escrito por Ricardo Carlaccio às 17h30
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Celso Blues Boy 
Esse cara é um dos grandes, talvez não tenha seu talendo reconhecido a altura que merece, mas foda-se. Esse homem consegue se manter na estrada fazendo blues. É isso que importa. Aqui o cara detonando um som no programa Mixto Quente em 1985: Clica: http://www.youtube.com/watch?v=RtuuF1oHtZw
Escrito por Ricardo Carlaccio às 15h46
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Só pra enfeiar o blog 
Escrito por Ricardo Carlaccio às 05h36
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Wagner Willian na exposição de Arte Bunkyo Na verdade não sei como é a Arte Bunkyo, mas descobrirei assim que eu for na exposição. Vou lá porque meu brother Wagner Willian vai expor suas ilustrações. E eu sempre achei esse cara talentoso pra caralho. Não manjo nada de artes plásticas, pinturas e tals. Mas eu olho o trabalho dele e acho fudidaço. Também não sei se é esse o tipo de pintura que o Wagner vai expor lá. De qualquer maneira essa é uma das grandes obras do homem. 
Inauguração: 23/10 às 18:00hs Local: Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa. Localizacão - Rua São Joaquim, 381 - Liberdade (próximo ao metro São Joaquim)
Escrito por Ricardo Carlaccio às 05h23
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Estou andando de metrô com The Cramps e coisas do tipo no mp3. Assim evito escutar as merdas que os outros falam. Simplesmente tô deixando de me interessar pelas pessoas. Todas elas falando o mesmo tipo de merda e rindo da mesma piada imbecil. Ainda bem que eu tenho trilha sonora. E por falar em trilha sonora, acabei de baixar o “I put a spell on you” do Screamin Jay Hawkins, e por conta disso deu vontade de assistir Estranhos no Paraíso novamente.
Escrito por Ricardo Carlaccio às 04h58
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Fábrica de Animais + Marcus Linari, lá no Bixiga 
Escrito por Ricardo Carlaccio às 16h42
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Caraca, sexta feira eu e minha amada recheamos a sacola. É que rolou a feira de quadrinhos da Comix. Eu nunca tinha tido uma amada de verdade que curtisse essas paradas, a Fabi curte. Uma grande mulher, o tipo que gosta de trepar, de beber, de assistir filmes e de ler. É linda e cozinha muito bem quando tá inspirada. E quando não tá, simplesmente abandona o barco e me deixa à vontade com um ovo pra fritar. Mas voltando à feira de quadrinhos, porra, eu não sou nenhum colecionador fanático de HQs. Saco uma coisa ou outra, só isso. Coisas que descobri em blogs, como o do Marião Bortolotto. Ou no sebo do Adriano, um cara que teve uma banca só de quadrinhos e me emprestou uma porrada de coisas há um tempo atrás. Enfim, descolei lá na feira, entre outras coisas legais, o Dylan Dog por um preço maneiríssimo. Coisa de dois conto cada quadrinho. Devorei o Johnny Freak e devo matar os outros cinco já. Du caralhus. Logo que comecei a ler alguns blogs legais li alguma coisa sobre o detetive Dylan, no blog do Marião, e desde então tava afins de ler esse quadrinho. Agora que tá na mão é só botar um som, abrir a bagaça e me divertir.
Escrito por Ricardo Carlaccio às 16h26
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1 real e 25 cents por sete minutos de distração Aquela garota sacana deve estar por aí, em carangos sem capota Ela é capaz da melhor chupeta da noite & cobra 1 real e 25 cents por sete minutos de distração Eu tava mergulhando numa garrafa de Bourbon no dia que ela desapareceu Eu acumulava bitucas em latas vazias de cerveja Não parava de olhar pra t.v & nada da sua silhueta Tudo que eu tinha era a lembrança dela se depilando com uma garrafa de tequila na mão Tinha certeza que ela tava lá dentro de um sex shop Desde então minha vida virou uma cela Uma cabine de Peep Show.
Escrito por Ricardo Carlaccio às 13h17
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